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Afonso Dhlakama, líder da Renamo.

Um ataque de dez homens armados matou hoje o chefe do posto policial de Luluti, na província de Nampula, norte de Moçambique, informou a polícia, que atribui o crime à Renamo, maior partido de oposição.

Zacarias Nacute, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Nampula, disse à Lusa que o ataque ocorreu cerca das 05:00 locais naquele posto administrativo do distrito de Mogovolas e foi dirigido por dez homens do braço armado da oposição, que se colocaram depois em fuga.

O chefe do posto policial, segundo Nacute, foi atingido mortalmente quando se dirigia para a sua residência, tendo os outros agentes do posto policial acorrido ao local quando ouviram os tiros e iniciado, sem sucesso, uma perseguição aos atacantes.

“A situação de ordem e segurança pública foi mantida e a população está a circular normalmente”, afirmou.

A 27 de agosto, a polícia revelou que dez homens da Renamo atacaram o posto administrativo de Nihessíue, em Murrupula, naquela que foi a primeira operação do braço armado da oposição na província de Nampula desde o reinício das hostilidades militares em Moçambique.

A crise militar tem atingido sobretudo as quatro províncias do centro de Moçambique (Sofala, Manica, Tete e Zambézia), mas no início de agosto o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, admitiu a autoria de dois ataques na província de Niassa, norte do país, alegando que pretendia abrir uma frente para dispersar as forças que se concentram junto do local onde supostamente se encontra, algures na serra de Gorongosa.

As hostilidades coincidem com as seis províncias no centro e norte do país onde a Renamo reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frelimo, partido no poder, de ter cometido fraude.

Além de relatos de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança, a crise tem sido marcada por denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

As autoridades moçambicanas acusam ainda a Renamo de uma série de emboscadas nas estradas e ataques nas últimas semanas, em localidades do centro e norte do país, atingindo postos policiais e também assaltos a instalações civis, como centros de saúde.

As negociações de paz, com a participação de mediação internacional, são retomadas a 12 de setembro, em Maputo.

Fonte: Lusa

 

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