A companhia Linhas Aéreas de Moçambique decidiu suspender a aquisição de novos aviões Boeing para reforçar a frota e abrir novas rotas devido à situação financeira complicada em que se encontra, anunciou segunda-feira em Maputo o presidente da estatal.

À margem do XXI Conselho Consultivo do Instituto de Gestão das Participações do Estado (Igepe), que teve lugar em Maputo, António Pinto de Abreu disse que a decisão tomada ficou simplesmente a dever-se ao facto de a companhia não ter capacidade financeira para pagar novos aparelhos.

A primeiro avião de um lote de três devia, em princípio, chegar a Moçambique no próximo mês de Novembro e os outros dois nos dois anos subsequentes (2017/18), ao abrigo de um plano que pretendia expandir a presença da companhia aérea de bandeira aos principais destinos da região.

O presidente da LAM, citado pela agência noticiosa AIM, disse ainda que a companhia tem um passivo de 139 milhões de dólares, inferior ao de 160 milhões que o conselho de administração encontrou quando há cerca de seis meses tomou posse.

Não obstante a redução registada no passivo, António Pinto de Abreu salientou que a saúde financeira da LAM não é boa, mostrando o relatório e contas relativo a 2015 uma situação deficitária, que decorre de razões de carácter estrutural.

Uma dessas razões prende-se com a diversificação das marcas da frota, que gera custos adicionais devido à necessidade de diversificar peças sobressalentes e capacidade técnica para solução de problemas operacionais nos principais aeroportos do país.

A frota da LAM é actualmente composta por aviões das marcas Boeing (B737-500), Embraer (E190) e Bombardier (Q400), estando a empresa a ponderar a redução da diversificação da frota a fim de reduzir custos.

Fonte: Macauhub/MZ

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