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Afonso Dhlakama, líder da Renamo

Homens armados da Renamo, principal partido de oposição moçambicana, mataram sexta-feira o chefe do posto administrativo de Tica e um régulo na província de Sofala, centro do país, acusou um administrador distrital, citado pela Rádio Moçambique.

Segundo Boavida Manuel, administrador do distrito de Nhamatanda, o chefe do posto administrativo de Tica, Abílio Jorge, foi levado, juntamente com um régulo, Joaquim Chinagara, por quatro homens armados da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), quando orientava uma reunião em Nhampoca, tendo sido posteriormente encontrados sem vida numa mata.

Num comunicado citado pela Rádio Moçambique, o Comando-Geral da Polícia também acusa a Renamo pelos dois homicídios.

Contactado pela Lusa, o porta-voz da Renamo disse não ter informações sobre o caso.

A região centro de Moçambique tem sido palco de relatos de confrontos entre o braço armado da Renamo e as Forças de Defesa e Segurança e denúncias mútuas de raptos e assassínios de dirigentes políticos das duas partes.

As autoridades moçambicanas acusam a Renamo de uma série de emboscadas nas estradas e ataques nas últimas semanas, em localidades do centro e norte, atingindo postos policiais e também assaltos a instalações civis, como centros de saúde.

O líder da Renamo, Afonso Dhlakama, já reconheceu a autoria de vários ataques, justificando com a estratégia de dispersar as Forças de Defesa e Segurança da serra Gorongosa, onde supostamente permanece refugiado.

O maior partido de oposição não aceita os resultados das eleições de 2014, que deram vitória a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder há 41 anos), e exige governar as seis províncias onde revindica vitória no escrutínio.

As negociações de paz entre as delegações do Governo moçambicano e da Renamo em Maputo, que decorrem na presença de mediadores internacionais, foram suspensas até 12 de setembro.

Fonte: Lusa

 

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