Filipe_nyusi_discursa

O Presidente Filipe Nyusi afirmou hoje que a transparência e a abertura perante a comunidade internacional são inevitáveis, para que o país volte a ganhar a confiança dos seus parceiros, defendendo medidas urgentes e arrojadas.

“A transparência e a abertura junto dos nossos parceiros financeiros serão inevitáveis neste processo de restabelecimento da confiança que a nossa economia e o país merecem”, afirmou Nyusi, discursando no final da visita à Feira Internacional de Maputo (Facim), que decorre no distrito de Marracuene, província de Maputo.

Para que o país recupere a sua credibilidade, prosseguiu o chefe de Estado, serão necessárias medidas urgentes e arrojadas.

“O Governo assumiu com seriedade a realidade que indica que os fundamentos da economia são instáveis e que é vital tomar medidas urgentes e arrojadas para inverter a tendência”, declarou.

A crise económica e financeira que Moçambique atravessa, continuou Filipe Nyusi, impõe uma reavaliação do percurso económico, visando uma orientação mais realista e com benefícios centrados nos cidadãos.

“Este é o momento em que devemos reavaliar o percurso económico do nosso país, tomar decisões mais ajustadas, para recalibrar a nossa economia”, acrescentou Nyusi.

O chefe de Estado moçambicano exortou os empresários nacionais e estrangeiros a encararem a atual conjuntura como uma oportunidade, frisando que o futuro do país deve ser visto com confiança.

“Com muito sacrifício, disciplina, trabalho árduo e dedicação, vamos contornar os obstáculos e tornar a nossa economia mais dinâmica, vibrante e mais resiliente aos choques externos”, salientou o Presidente moçambicano.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e os principais doadores suspenderam o apoio financeiro a Moçambique, depois da descoberta em abril de dívidas de mais de mil milhões de euros avalizadas pelo anterior Governo, entre 2013 e 2014, à revelia da Assembleia da República e das instituições financeiras internacionais.

O país enfrenta uma crise económica e financeira, caracterizada por uma queda no investimento, acelerada depreciação do metical e uma inflação galopante.

Por outro lado, Moçambique está a braços com confrontos militares no centro e norte, opondo as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, principal partido de oposição, que rejeita os resultados das eleições gerais de 2014.

Fonte: Lusa

 

 

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