O Ministério da Defesa Nacional de Moçambique acusou hoje a Renamo de aumentar a escalada da violência armada contra civis, reiterando que vai perseguir os homens armados do principal partido de oposição até à sua proveniência.

“O Ministério da Defesa Nacional de Moçambique convoca a imprensa por constatar que há um escalar de ataques violentos da Renamo contra a população, seus bens e infraestruturas de utilidade pública. O que podemos ver hoje é que toda a prioridade da Renamo é matar o povo e destruir o que é do povo”, afirmou, em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional de Moçambique, Octávio Chume.

Chume apelou ao líder da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Afonso Dhlakama, para ordenar a cessação imediata e incondicional dos ataques e juntar-se aos esforços de resgate da paz no país.

“As FDS concluem que a Renamo protagoniza tais ações como forma de criar terror nas populações, desviar a atenção do diálogo político e manter a instabilidade”, declarou o porta-voz do Ministério da Defesa Nacional.

As Forças de Defesa e Segurança (FDS), prosseguiu Octávio Chume, reiteram a sua prontidão e determinação para garantir a circulação de pessoas e bens, assim como a ordem e tranquilidades públicas, e estão prontas para perseguir os homens armados até à sua proveniência.

Chume, que é também diretor nacional da Política de Defesa, atribuiu à Renamo a autoria de dezenas de ataques ocorridos no mês de julho, maioritariamente no centro do país, e alguns no norte.

O Governo e a Renamo alcançaram na quarta-feira consensos em torno de reformas legislativas visando o aprofundamento do processo de descentralização administrativa do país, mas ainda não há detalhes sobre o entendimento, que foi atingido no âmbito de negociações em curso destinadas à restauração da estabilidade no país.

A Renamo exige governar em seis províncias onde reivindica vitória nas eleições gerais de 2014, acusando a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), de ter cometido fraude no escrutínio, para se manter no poder.

Fonte: Lusa

 

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