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Bá (à esquerda) conquistou os brasileiros em duas partidas e ganhou músicas na Arena (Foto: Getty Images)

Quando Teresa Patrícia Almeida deixou Angola para participar na Olimpíada, mal podia imaginar o que lhe esperava no Rio de Janeiro. Em dois jogos, a guarda-redes de 98kg conhecida como Bá trocou o anonimato pelo posto de principal cara da menos cotada selecção africana do Grupo A do handebol feminino nos Jogos do Rio. Tímida e longe do padrão atlético ideal, precisou de pouco tempo para se transformar na queridinha dos brasileiros na Arena do Futuro. Com direito até a torcida organizada personalizada na vitória da última segunda-feira por 27 a 25 sobre Montenegro, actual vice-campeã olímpica.

Cada defesa era comemorada como se fosse um golo de Angola. E não foram poucas: 12 das 29 – ou 41% – bolas que foram em direção à baliza angolana pararam em Bá. O carisma, os quilinhos a mais e as boas actuações viraram gritos de incentivo na voz dos brasileiros. Primeiro eles brincaram cantando que Ba era ”melhor do que Neymar”. Depois adaptaram a música tradicional das partidas de futebol: ”P… que pariu, é a melhor guarda-redes do Brasil… Bá!”. E houve espaço ainda para paródia da canção de Sidney Magal: ”Bá, eu te amo! Bá, eu te amo meu amor! Bá, eu te amo! O meu sangue ferve por você!”.

“Não contava com isso. Gostaria de agradecer a toda torcida e pedir que continuem a apoiar-nos. Acho que a música sobre Neymar é por causa desses dois jogos, né? Ele é craque, resolve. A torcida deve achar que estou resolvendo também. Mas não sou eu, somos todas nós – disse a tímida Ba após tirar várias fotos com os brasileiros, que espera emagrecer um pouco para ”ficar um bocadinho mais elegante” no vestido de noiva do seu futuro casamento.

Fonte: globoesporte.com

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