image

Instalação representando o atleta Mohamed Younes Idriss. FERNANDO MAIA EFE

Os vizinhos, turistas e, claro, os atletas que estão no Rio nestes dias devem ter notado que a paisagem urbana tem dois novos elementos: as instalações do artista francês JR. As peças são feitas com andaimes e lona. Isso é o suficiente para criar imagens monocromáticas de atletas que estarão presentes na cidade durante os Jogos Olímpicos.

A primeira peça instalada por JR é a imagem de Mohamed Younes Idriss praticando salto em altura num edifício residencial do Aterro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Idriss é um jovem de 27 anos que nasceu no Sudão, mas vive e treina na Alemanha. “Não se classificou para os Jogos do Rio, mas de alguma forma também está aqui” escreveu JR no texto da foto da instalação que postou na sua conta no Instagram e que num só dia totalizou mais de 32.000 curtidas.

A segunda instalação está na Barra de Tijuca, Zona Oeste, um dos bairros mais famosos do Rio pelas praias e pela vida noturna. É de um nadador saltando para mergulhar no mar por cima das pedras de um dos cais.

imageAlém dessas peças, o artista promoverá na cidade olímpica o seu projeto Inside Out, no qual pede que as pessoas tirem uma foto e a coloquem em algum lugar na sua comunidade, com um texto que ajude a divulgar uma ideia ou compartilhar uma mensagem. Já participaram 30.000 pessoas de 129 países e, no Rio, o seu objetivo é chegar a qualquer pessoa que esteja relacionada com os jogos, dos atletas aos espectadores, passando por treinadores e moradores da cidade, para “compartilhar o espírito olímpico”.

Não é a primeira vez que o artista francês faz obras de grande escala. Um dos seus projetos mais conhecidos, que também faz parte do Inside Out, consistiu em encher o Panteão, em Paris, com retratos de pessoas que conheceu (e fotografou) viajando ao redor do mundo. Os retratos cobriram o edifício durante a reforma há dois anos.

JR está a trabalhar numa terceira peça para o Rio: uma lua acima da Casa Amarela. A Casa Amarela é um instituto de arte que começou na Favela do Morro da Providência e que oferece aulas de arte para crianças sem recursos.

Anúncios