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Mina de carvão da Vale em Tete

A Vale Moçambique registou um prejuízo de 100 milhões de dólares no segundo trimestre de 2016, que compara com um resultado igualmente negativo de 112 milhões de dólares no primeiro trimestre, informou o grupo brasileiro Vale.

A melhoria de 12 milhões de dólares nos resultados do primeiro para o segundo trimestre deve-se à redução em 58 milhões de dólares de menores custos e despesas, de acordo com o relatório e contas relativo ao segundo trimestre.

O custo de produção por tonelada de carvão colocado no porto de Nacala sofreu uma redução de 39%, passando de 168 dólares no primeiro trimestre para 103 dólares no segundo trimestre, “devendo apresentar um desempenho ainda melhor nos próximos trimestres, com o aumento de produção em Nacala e Moatize II.”

A subsidiária do grupo brasileiro informou também que o Corredor Logístico de Nacala continuou a expandir a actividade conforme planeado, tendo sido transportados pela linha de caminho-de-ferro 1,655 milhões de toneladas no segundo trimestre contra 761 mil toneladas no primeiro trimestre.

A Vale Moçambique procedeu a 19 embarques através do porto de Nacala no montante de 1,567 milhões de toneladas no segundo trimestre contra 13 embarques e 982 mil toneladas no primeiro trimestre.

No período em análise, o preço da tonelada de carvão de coque de primeira qualidade da Austrália aumentou de 81 para 84 dólares, à semelhança de outras variedades, variação que reflecte o aumento da procura da China e restrições na oferta global.

Em termos globais, o segmento carvão proporcionou ao grupo Vale um prejuízo de 110 milhões de dólares no segundo trimestre de 2016, valor que compara com o igualmente negativo de 93 milhões de dólares registado no primeiro trimestre.

O grupo Vale apresentou no segundo trimestre um lucro de 3,58 mil milhões de reais (1094 milhões de dólares), uma quebra de 30% em termos homólogos e de 43% face aos resultados contabilizados no primeiro trimestre.

A quebra nos resultados ficou a dever-se à necessidade de constituir provisões para honrar o acordo assinado em Março pela empresa e pela BHP Billiton no montante de 20,2 mil milhões de reais para, ao longo de 15 anos, recuperar e compensar as regiões afectadas pelo desastre ocorrido em Mariana, na sequência do rebentamento da barragem de Samarco.

Fonte: Macauhub/BR/MZ

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