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O empresário Pierre Konrad Dadak, apelidado pela imprensa espanhola como “o senhor da guerra” pelo seu papel como traficante de armas, foi preso a 14 de julho pela polícia espanhola por branqueamento de capitais. No entanto, este empresário polaco, que vivia em Ibiza, é suspeito de ter alimentado a guerra civil no Sudão do Sul entre 2013 e 2015, vendendo mais de 200 mil armas automáticas ao país em guerra, assim como lançadores de mísseis e tanques.

O homem de 40 anos, com nacionalidade polaca e francesa, é acusado formalmente de extorsão, branqueamento de capitais, fraude e subornos.

Pierre vivia numa mansão em Ibiza desde 2011 e sempre chamou a atenção pelo seu estilo extravagante e ostensivo, segundo o jornal El Espanhol. Dava grandes festas em casa, usava frequentemente o aeroporto de Ibiza para voos privados e levantava do multibanco todos os dias entre três e seis mil euros, para depois pagar todas as contas com dinheiro vivo.

Entre a rede de ligações do empresário está o Clan Barresi, uma das mais perigosas organização criminosas francesas, e ainda vários políticos e dirigentes de países africanos.

Pierre Dadak chegou a ter um passaporte diplomático da Guiné-Bissau e foi recebido no aeroporto pelo primeiro-ministro do país numa das suas viagens. O empresário comprometeu-se, na altura, a fazer grandes investimentos no país, que nunca chegou a concretizar, tendo visto o seu passaporte revogado, segundo o jornal espanhol.

Quando a polícia invadiu a mansão de Dadak, no dia 14, alega ter sido atacada pelos guarda-costas do empresário. Pierre Dadak trancou-se numa das salas com janelas à prova de bala, sensores infravermelhos e outros equipamentos de segurança de ponta, e ficou lá barricado durante 40 minutos, segundo o Telegraph. O empresário foi finalmente apanhado pela polícia porque tentou fugir por uma das janelas.

Fonte: dn.pt

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