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O antigo estadista moçambicano ladeado por Marcelo Rebelo de Sousa e Ferro Rodrigues, Presidente da Assembleia da República portuguesa.

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, entregou esta quinta-feira o Prémio Norte-Sul do Conselho da Europa 2015 ao antigo Presidente da República de Moçambique Joaquim Chissano e à ativista grega Lora Pappa, considerando-o “justíssimo”.

“O prémio que vos atribuíram não é justo, é justíssimo e expressa bem que a Europa está em plena sintonia com os valores da liberdade e da dignidade humana”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa, na cerimónia de entrega deste prémio, na Sala do Senado da Assembleia da República.

O Presidente da República de Portugal referiu-se ao seu “distinto amigo” Joaquim Chissano como “construtor essencial do multipartidarismo” em Moçambique, cujo magistério “continua vivo”, e elogiou a “luta incessante” de Lora Pappa como “precursora numa causa, a causa dos refugiados”.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, os dois “contribuíram de forma decisiva para o bem-estar de milhares de pessoas, salvaram outras vidas, deram melhores condições de existência a tantos e tantos seres humanos”.

O chefe de Estado luso defendeu que este prémio demonstra que “a vontade das mulheres e dos homens é mais forte do que as geografias e do que todas as ameaças de totalitarismo, violência, atentado aos direitos fundamentais” e serve “de estímulo e de incentivo para o futuro” no que respeita à prática do direito.

“As personalidades hoje galardoadas não poderiam ter sido escolhidas com maior acerto. Com trajetórias de vida muito distintas, ganharam o respeito universal pelos seus exemplos de coragem na defesa da dignidade da pessoa humana, da democracia e do respeito pelos direitos fundamentais”, acrescentou.

Dirigindo-se a Joaquim Chissano e Lora Pappa, concluiu: “Bem hajam pela coragem do vosso testemunho, da vossa persistência, da vossa inquebrantável vontade de servirem a humanidade, não em abstrato, não como conceito, mas servindo pessoas concretas, de carne e osso, muitas das quais nunca saberão o que vos devem e deverão para sempre”.

Fonte: Lusa

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