O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, nomeou hoje as três individualidades que vão reforçar a equipa do Governo nas negociações para o fim da crise política e militar no país, indica um comunicado da Presidência da República enviado à Lusa.

Segundo a nota de imprensa, Nyusi designou António Hama Thai, ex-chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) e atual deputado da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder, Alfredo Gamito, ex-deputado, e Edmundo Galiza Matos Júnior, deputado e porta-voz da bancada da Frelimo, para reforçarem a equipa do Governo nas negociações com a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido de oposição, visando o fim da crise política e militar.

As três individualidades vão juntar-se a Jacinto Veloso, Benvinda Levi e a Alves Muteque na equipa que representa o Governo nas negociações com a Renamo.
Na semana passada, a Renamo anunciou a indicação de Jeremias Pondeca, Maria Joaquina e Leovegildo Buanacasso, para se juntarem a José Manteigas, Eduardo Namburete e André Majibire, três membros do principal partido de oposição que vêm negociando com o Governo desde maio com o Governo, para o fim da crise no país.

As equipas negociais do Governo e da Renamo têm a missão de preparar o encontro entre o Presidente da República e o líder da Renamo, Afonso Dhlakama, visando um acordo para o fim dos confrontos entre as forças de defesa e segurança e os homens armados do principal partido de oposição, no centro do país.

Filipe Nyusi e Afonso Dhlakama anunciaram este mês ter chegado, por telefone, a um consenso sobre a participação de mediadores internacionais nas negociações para o fim dos confrontos.

Na semana passada a comissão mista anunciou que o Governo iria enviar convites à União Europeia (UE), Igreja Católica e África do Sul, para participarem como mediadores das negociações entre o Governo e a Renamo.

Moçambique tem conhecido um agravamento dos confrontos entre as Forças de Defesa e Segurança e o braço armado da Renamo, maior partido da oposição, além de acusações mútuas de raptos e assassínios de militantes dos dois lados.

O principal partido de oposição recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Fonte: Lusa

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