Conseguimos reduzir em 25% o número de novas infeções por sida”, disse Mouzinho Saíde, falando durante a reunião para divulgação de novas diretrizes no combate à doença nos Países Africanos de Língua Portuguesa (PALOP), realizada hoje em Maputo.

Quando as estatísticas oficiais indicam que do universo de 1,6 milhões de pessoas infetadas com Sida em Moçambique, apenas 640 mil procuram tratamento e mais de um terço abandonam-no logo no primeiro ano, Mouzinho Saíde disse que, até 2030, o Governo moçambicano quer aumentar o financiamento a programas de prevenção, como forma de controlar a propagação da epidemia, principalmente nas camadas mais jovens.

Destacando o papel das comunidades no combate à epidemia, principalmente nas zonas rurais, o governante disse que Moçambique precisa de adotar políticas não discriminatórios e financiar programas sustentáveis do combate à doença.

“Hoje, temos uma taxa de transmissão vertical de 6.7%”, afirmou Mouzinho Saíde, observando importância de estratégias intersectoriais para combater a doença em Moçambique.

Moçambique continua entre os dez países mais afetados pela SIDA no mundo e a prevalência em raparigas com idade entre 15 e 25 anos é três vezes mais alta que nos homens.

De acordo com Conselho Nacional de Combate à Sida, o país pode não cumprir com a meta de erradicação da doença até 2030, devido à falta de financiamentos dos programas de combate à epidemia.

Fonte: Lusa

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