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Omar Mateen, autor do massacre numa boate gay em Orlando

O atirador responsável pelo massacre numa boate em Orlando, apontado como o pior ataque armado da história dos Estados Unidos, teria ligado para a polícia minutos antes do tiroteio e jurado lealdade ao líder do grupo terrorista Estado Islâmico (EI), de acordo com a rede CNN. O senador pela Flórida Bill Nelson também afirmou que o ataque teria alguma relação com o grupo.

O grupo terrorista Estado Islâmico se responsabilizou pelo ataque, por meio de um comunicado da agência de notícias Amaq, comandada pelos extremistas. As autoridades americanas estão a ser cautelosas em relação ao massacre. Até agora, confirmam apenas que Omar Mateen, de 29 anos e descendente de afegãos, foi o responsável pelo acto.

Mateen foi investigado em duas ocasiões pelo FBI por sua possível ligação com grupos terroristas. Em conferência de imprensa, o agente do FBI Ron Hopper confirmou que o atirador foi investigado em 2013 por defender o EI em comentários nas redes sociais e novamente em 2014 por aparentemente querer cometer um ataque suicida. As autoridades, contudo, consideraram o resultado da apuração inconclusiva. O FBI disse ainda que o atirador comprou pelo menos duas armas de fogo nas últimas semanas e que trabalhou como segurança.

O senador Nelson lamentou que dois factos de violência perpetrados por homens armados ocorreram num mesmo fim de semana em Orlando e manifestou a necessidade de uma maior regulação no uso de armas entre os cidadãos do país. Na sexta-feira, um homem de 27 anos disparou contra a cantora Christina Grimmie durante um show que ela fazia na cidade e a jovem morreu em decorrência dos ferimentos.

No tiroteio da última madrugada, pelo menos 50 pessoas morreram e outras 53 ficaram feridas na boate gay Pulse, no centro de Orlando. O responsável pelo massacre morreu num enfrentamento com a polícia no local.

Fonte: EFE

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