Bernie Sanders diz que não desiste, mas Hillary Clinton já se proclamou como protagonista da história norte-americana: a primeira mulher nomeada por um grande partido como candidata à Casa Branca.

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Hillary Clinton autoproclama-se como a primeira mulher candidata à Casa Branca/Foto: EPA/PETER FOLEY

A ex-secretária de Estado norte-americana Hillary Clinton confirmou, esta quarta-feira, que conseguiu os apoios suficientes para ser nomeada candidata do Partido Democrata nas eleições presidenciais dos Estados Unidos deste ano.

Falando perante apoiantes em Nova Iorque, Clinton afirmou que “pela primeira vez na história” dos Estados Unidos da América “uma mulher será nomeada por um grande partido” como candidata à Casa Branca.

A ex-secretária de Estado norte-americana falava depois de se saber que ganhou as primárias de terça-feira do Partido Democrata no estado de Nova Jersey.

O senador norte-americano Bernie Sanders recusou ter sido derrotado por Hillary Clinton e prometeu ficar na corrida pela nomeação democrata às presidenciais dos Estados Unidos, apesar de a sua rival ter declarado vitória.

“Vamos lutar muito para ganhar as primárias de Washington”, disse aos seus apoiantes na Califórnia, referindo-se às derradeiras eleições primárias democratas da próxima terça-feira, prometendo levar depois a luta pela “justiça social, económica, racial e ambiental para Filadélfia”, onde vai ter lugar, de 23 a 25 de julho, a Convenção Nacional do Partido Democrata para formalmente designar o candidato que irá desafiar o republicano Donald Trump na corrida à Casa Branca.

Ainda na terça-feira, e antes da realização das primárias, diversos meios de comunicação social dos EUA haviam já calculado que Clinton possuía já os apoios necessários para ser nomeada a candidata do Partido Democrata nas eleições presidenciais de novembro.

Depois de reivindicar a vitória nas primárias democratas deste ano, Hillary Clinton dirigiu-se ao seu rival nesta corrida interna, o senador Bernie Sanders, a quem deu os parabéns “pela sua extraordinária campanha”.

“O senador Sanders, a sua campanha e o vigoroso debate que tivemos (…) foram muito positivos para o Partido Democrata e para a América”, afirmou.

“Acreditamos que somos mais fortes juntos”, disse ainda, insistindo em que as eleições deste ano “não são sobre as mesmas velhas lutas entre democratas e republicanos”: “São sobre aquilo que somos como nação”, considerou.

Clinton criticou Donald Trump, que deverá ser o candidato do Partido Republicano nas eleições presidenciais, considerando-o “temperamentalmente” desadequado para o cargo de Presidente dos EUA.

“A opção é clara”, vincou.

Além de Nova Jersey, houve também primárias do Partido Democrata na Califórnia, Dakota do Sul e do Norte, Novo México e Montana.

Segundo as projeções das televisões, Clinton ganhou em Nova Jersey e Novo México. Já Bernie Sanders venceu na Dakota do Norte e ainda não existem projeções ou resultados definitivos na Califórnia, Dakota do Sul e Montana.

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Hillary Clinton celebra com os seus eleitores em Brooklyn.

Do lado republicano, onde Donald Trump é agora o único candidato, houve também primárias em vários estados, com o milionário a eleger mais delegados em Nova Jersey, Novo México, Dakota do Sul, Montana e Califórnia, naquela que foi a última jornada eleitoral antes da convenção nacional do partido.

Apesar de Trump ser o único que se mantém na corrida, os eleitores do Partido Republicano podiam continuar a votar nos candidatos que entretanto suspenderam as suas campanhas.

No entanto, o milionário tem já eleitos, desde maio, os delegados à convenção nacional suficientes para ser automaticamente nomeado candidato à Casa Branca.

Num discurso perante apoiantes em Nova Iorque, Trump disse na terça-feira que venceu num “sistema manipulado”, considerou que o Sanders enfrentou os mesmos obstáculos e disse que receberá os seguidores do senador “de braços abertos”.

“Os Clinton conseguiram fazer do enriquecimento pessoal uma forma de arte”, afirmou o milionário, anunciando uma conferência de imprensa para a próxima semana em que, alegadamente, vai tornar públicos segredos de Hillary Clinton e do ex-Presidente Bill Clinton.

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