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O Presidente da República, Filipe Nyusi, reiterou hoje que vai continuar a persuadir o líder da Renamo, Afonso Dhlakama a parar com os ataques e privilegiar o diálogo para o alcance da paz efectiva em Moçambique.

Nyusi transmitiu esta posição em resposta às inquietações que lhe foram apresentadas no comício que orientou, no bairro da Mafalala, arredores da cidade de Maputo, a capital moçambicana.

Segundo o estadista moçambicano, para se poder dialogar é preciso parar com os ataques, porque o diálogo vai continuar para sempre.

Disse que as Forças de Defesa e Segurança (FDS) estão devidamente instruídas pelo que, enquanto nao houver ataques não têm nada que disparar e que se continuam a disparar é em defesa das populações, garantindo a tranquilidade e ordem públicas.

Nyusi destacou que os amigos de Moçambique deviam condenar os ataques e não apenas a posição de que os moçambicanos devem se entender.

“Se for amigo de um ou dos dois tem que saber condenar aquele que está a matar e não dizer que vocês têm que se entender”, explicou o estadista, acrescentando que os moçambicanos não podem acarinhar este tipo de posicionamento.

Nyusi realçou que a questão dos ataques é um problema sério, porque está a criar fome nas regiões onde estes ocorrem, já que as populações não produzem, devido ao medo.

“As empresas estão a fechar. O que tem que se dizer é que parem com os ataques e falem. Eu vou continuar com frieza a persuadir o líder da Renamo para falar e deixar de atacar”, disse Nyusi.

O Presidente da República sublinhou que em toda a parte que visitou foi confrontado com mensagens que condenam os ataques e defendem a paz e o diálogo, o que significa que não querem a guerra.

Na zona centro, segundo Nyusi, há perturbação da vida porque os ataques a viaturas impedem a população de circular normalmente e de produzir.

Em mensagem apresentada ao Chefe do Estado por ocasião da visita que realiza desde quinta-feira a cidade de Maputo, os munícipes da Mafalala condenaram os ataques, sublinhando que estes só provocam fome, luto e deslocamento das populações.

“Por causa dos ataques muitas crianças ficaram sem estudar”, explica a mensagem dos munícipes.

Para além dos apelos à paz, os munícipes da Mafalala pediram ao Presidente da República a instalação de um posto policial, iluminação pública, escola secundária e queixaram-se do recrudescimento da onda de criminalidade na zona.

Fonte: AIM

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