Dhlakama_gorongoza

Afonso Dhlakama, líder da Renamo, o maior partido da oposição em Moçambique, anunciou quarta-feira o abandono da estratégia de governação à força nas seis províncias onde alega ter vencido as eleições gerais de 2014 que culminaram com a condução ao poder do actual Presidente da República, Filipe Nyusi.

Dhlakama manifestou esta decisão, em teleconferência com jornalistas radicados em Maputo, a partir das matas de Gorongosa, na província central de Sofala, onde se encontra radicado.

Esta posição significa um recuo da sua pretensão, anunciada nos finais do ano passado, de governar a partir de Março do corrente ano nas províncias do Niassa, Nampula, Zambézia, Sofala, Manica e Tete.

“Nós tínhamos planificado que a partir de Março iríamos governar à força. Que iríamos entrar nos distritos e correr com os administradores. Vi que seríamos considerados belicistas. O mundo não nos iria entender, iriam dizer que são negros, por isso, fazem a guerra”, disse o líder do maior partido da oposição, citado pelo jornal electrónico “Mediafax”.

Dhlakama insiste na mediação internacional no diálogo entre a Renamo e o governo apesar de ter sido criada a Comissão Mista que vai preparar os termos de referência para o encontro com o estadista moçambicano, Filipe Nyusi.

“Tem de haver sempre tentativas de negociação. E é por isso que estamos a dizer que o diálogo pode iniciar em Maputo entre as equipas da Renamo e da Frelimo. E depois tem de haver grupos verdadeiros de negociação. Mas queremos a mediação para testemunhar”, disse citado pelo jornal “Notícias”.

A Comissão Mista reafirmou, quarta-feira, que continua a trabalhar com afinco de modo a garantir o encontro entre Nyusi e Dhlakama.

Fonte: AIM

Anúncios