O Estado moçambicano e o russo VTB Bank estão próximos de um acordo para a reestruturação de um empréstimo a uma empresa estatal moçambicana e o pagamento da primeira prestação de 178 milhões de dólares, que venceu a 23 de Maio.

Moçambique e o russo VTB Bank estão próximos de um acordo para a reestruturação de um empréstimo a uma empresa estatal moçambicana e o pagamento da primeira prestação de 178 milhões de dólares, que venceu a 23 de Maio.

“Estamos a trabalhar de forma muito empenhada com o banco VTB para pagar o juro pendente e completar a reestruturação acordada” do empréstimo de 178 milhões de dólares (cerca de 160 milhões de euros) à Mozambique Asset Management (MAM), uma das empresas beneficiadas com empréstimos garantidos mas não declarados pelo Estado moçambicano, disse Rogério Nkomo, porta-voz do ministro das Finanças, em resposta a perguntas enviadas pela agência Bloomberg.

Ambos, acrescentou, deverão acontecer nos próximos dias.

Moçambique está a enfrentar exigências dos doadores para que revele o estado das finanças, incluindo uma listagem de todas as dívidas existentes e pendentes.

Uma carta do chamado Grupo dos 14 Doadores, divulgada este mês, pedia ao Governo que revelasse a estrutura accionista da MAM e de uma outra empresa estatal, Proindicus, que recebeu um empréstimo de 622 milhões de dólares (cerca de 560 milhões de euros) em 2013.

As agências de notação financeira Standard and Poor’s, que estima que a dívida de Moçambique ronda os 90% por cento do produto interno bruto, este ano, e Fitch reduziram este mês a avaliação do crédito de Moçambique, devido ao aumento do risco de incumprimento pela interrupção de financiamento externo.

O Governo moçambicano reconheceu no final de Abril a existência de dívidas fora das contas públicas de 1,4 mil milhões de dólares (1,25 mil milhões de euros), justificando com razões de segurança e infraestruturas estratégicas do país, o que levou o Fundo Monetário Internacional (FMI) a suspender a segunda parcela de um empréstimo a Moçambique e a deslocação de uma missão a Maputo.

Fonte: Lusa

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