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Mina de carvão em Moatize, Tete, Centro de Moçambique.

Três empresas de exploração de carvão mineral na província de Tete estão paradas ou a operar a tempo parcial devido à queda dos preços das matérias-primas nos mercados internacionais, escreveu o matutino Notícias, de Maputo.

As três empresas são, de acordo com o jornal, a subsidiária moçambicana do consórcio indiano International Coal Ventures Private Limited (ICVL) e Jindal África, igualmente de capitais indianos e a Minas de Moatize, que pertenceu à empresa britânica Beacon Hill Resources, falida em 2015.

A queda dos preços das matérias-primas e o abrandamento tornado necessário na extracção de carvão fez com que estas três empresas tenham despedido algumas centenas de trabalhadores, de acordo com informações prestadas ao Presidente Filipe Nyusi, no decurso de uma visita à região.

Grácio Rosário, director provincial dos Recursos Minerais e Energia de Tete, informou que a Jindal África interrompeu praticamente todos os trabalhos de extracção mineira, permanecendo apenas a área de processamento, exportação e serviços administrativos.

A Jindal África, do grupo indiano Jindal Steel & Power, tem uma área de concessão de 20 mil hectares válida por 25 anos, com uma capacidade de exportação de 850 mil toneladas por ano.

“Todas as empresas mineiras enfrentam as mesmas dificuldades, tendo a Vale, por exemplo, reduzido a produção”, disse Grácio.

Os preços do carvão mineral têm vindo a baixar desde 2010, com o de coque ou metalúrgico a cair de 300 dólares para cerca de 100 dólares a tonelada, enquanto o carvão térmico está actualmente a ser vendido a cerca de 60 dólares a tonelada

Fonte: Macauhub/MZ

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