Renamo_homens_armadosUm ataque, atribuído pelas autoridades a homens armados da Renamo, matou uma mulher e provocou danos ligeiros na viatura em que viajava na zona de Chinguno, Mossurize, em Manica, centro de Moçambique, informou hoje a polícia.

O ataque contra a viatura de matrícula sul-africana, que transportava sete passageiros, ocorreu na tarde de sábado, após uma relativa acalmia nas investidas militares de supostos homens armados da oposição Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) na região.

A mulher foi atingida por balas enquanto dava de mamar a um bebé, disse, em conferência de imprensa Leonardo Colher, chefe das relações públicas no comando da Polícia de Manica.

“Os disparos de homens armados da Renamo contra um alvo civil resultaram na morte de uma senhora, que levava consigo uma criança de quatro meses e danos na viatura” declarou.

A viatura foi alvejada quando fazia o troço Espungabera-Chiurairue (distrito de Mossurize), junto da estrada regional 260, perto da fronteira com o Zimbabué, onde desde meados de abril há vários relatos da população de movimentações de supostos homens da Renamo.

Ainda segundo a polícia, uma equipa de investigação foi enviada para a região para averiguar o incidente e perseguir os autores, a quem apelou para “pararem com ataques a alvos civis e de atitudes que estão a semear desgraça no seio dos concidadãos”.

As últimas semanas foram marcadas por um abrandamento dos relatos de investidas que a polícia atribui a homens armados da Renamo na região, após dezenas de ataques, incluindo contra alvos civis, desde o início do ano, com número desconhecido de mortos e feridos, além de danos materiais.

Após os primeiros ataques nas principais estradas do centro de Moçambique, as autoridades montaram um sistema de escoltas militares obrigatórias em dois troços da N1, a principal estrada do país, na província de Sofala.

A Renamo justifica emboscadas a autocarros de transporte público com o argumento de que estão a ser usados para deslocar militares das Forças de Defesa e Segurança para atacar posições do braço armado da oposição.

Apesar de inúmeros relatos de confrontos entre as forças do Governo e a Renamo, desconhece-se o número de baixas de ambos os lados.

A Renamo recusa-se a aceitar os resultados das eleições gerais de 2014, ameaçando governar em seis províncias onde reivindica vitória no escrutínio.

Fonte: Lusa

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