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Cidade de Maputo, capital moçambicana/Foto EGMatos

A portuguesa Dominio Capital, sociedade financeira liderada por Pedro Pinto Ferreira, juntou-se ao banco de investimento russo que é especialista em mercados emergentes, com operações na África Subsariana, Rússia, Oriente Médio e Ásia, para fornecerem serviços de banca de investimento em Moçambique. O facto de ser um país com recursos naturais, como gás natural, e minério, justifica o interesse num país que está mergulhado numa crise financeira e económica. Após a revelação de dívidas ocultadas nas contas públicas, um grupo de doadores, incluindo o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional, suspenderam as ajudas a Moçambique e o metical está a braços com uma forte desvalorização.

Pedro Pinto Ferreira, CEO, da Domínio Capital, disse ao Económico que “esta é a primeira aliança estratégica faz com uma entidade para a África lusófona”.

A Dominio Capital vai passar a canalizar para o mercado moçambicano e também angolano, o investimento que seja feito pela Renaissance Capital e seus investidores, bem como a prestação de serviços na área de IPO, privatizações e puro M&A (fusões e aquisições) no mercado financeiro. A ‘joint-venture’ tem já em vista uma aquisição de dimensão significativa no mercado moçambicano.

Moçambique tem, ao contrário de Angola, uma bolsa de valores mobiliários. Em Angola só existe uma comissão de valores mobiliários, que só transacciona futuros e obrigações.

Segundo o comunicado do banco russo, “a Renaissance Capital, um banco de investimento especialista nos principais mercados emergentes e de fronteira, e a Dominio Capital Group, uma boutique de negócios e de investimento internacional, com foco no mundo de língua portuguesa, anunciaram hoje um acordo de aliança estratégica, exclusiva, para as transacções transfronteiras entre Portugal e Moçambique e para as principais operações de banca de investimento originadas pelo Estado moçambicano (privatizações, fusões e aquisições, mercados de capitais e de dívida, entre outros).

O acordo define as regras para a Renaissance Capital e a Dominio Capital Group trabalharem em conjunto sobre mandatos relacionados com privatizações, fusões e aquisições, mercado de capitais e mercados de capitais de transacções de títulos de dívida.

Igor Vayn, CEO da Renaissance Capital, disse num comunicado: “Estamos muito animados com a entrada em Moçambique com um parceiro forte e experiente, como a Dominio Capital Group. Estamos comprometidos com a África, e vemos esta parceria como um passo lógico nos nossos esforços para expandir a nossa presença na região de modo a fornecermos uma banca de investimento verdadeiramente pan-africana e uma oferta de ‘research’ para os nossos clientes.

“Nós vemos Moçambique como um mercado promissor com uma economia em rápido desenvolvimento, impulsionada pelos sectores do gás, de mineração e de energia eléctrica do país, e apoiado por projectos de investimento estrangeiro e de doadores em grande escala. Juntamente com Dominio Capital Group, que será capaz de suportar transacções vitais que estimulam o desenvolvimento económico do país e prestam serviços integrados, sob medida, para o mercado local”, diz a Renaissance Capital.

Pedro Pinto Ferreira, CEO da Dominio Capital Group, acrescentou: “Estamos muito satisfeitos por ter a oportunidade de trabalhar com a Renaissance Capital num dos mercados de mais rápido crescimento do continente africano.

“Este acordo faz parte de nossos esforços para desenvolver parcerias, mutuamente benéficas de longo prazo, com pares internacionais nos mercados em que actuamos. Estamos certos de que esta aliança estratégica irá beneficiar os nossos clientes e os nossos parceiros locais, uma vez que combina o alcance internacional da Renaissance Capital com a nossa forte experiência local. Juntos, vamos ser capazes de oferecer uma ampla gama de serviços financeiros no universo de língua Português”, disse o gestor português.

“Estamos ansiosos para construir o nosso relacionamento com a Renaissance Capital e adaptar soluções financeiras mundiais ao mercado moçambicano em expansão”, conclui.

Fonte: economico.sapo.pt

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